Você não precisa ser um anjo para ser uma boa pessoa. Dizer não também é necessário
Estar sempre disponível, ser muito solícito e conhecido como bonzinho pode ser ótimo para os beneficiados de tanta generosidade, mas e para si mesmo? Esse comportamento pode esconder o medo intenso de desagradar o outro. “É do desejo de contentar todo mundo que nascem as decepções com a família, com os amigos, companheiros ou colegas de trabalho”.Será que você tem a necessidade de estar sempre pronta ou pronto para ajudar, ser o o anjo da guarda do bairro, auxiliar crianças com deveres de casa, dá carona para quem precisa, acompanha vizinhos idosos a consultas médicas?.
Isso te faz muito conhecido e querido. No entanto, ultimamente, você está muito feliz com isso?
Eu sei que gosta de ajudar, mas detesta se sentir usada ou usado?. Já aconteceu de ter emprestado dinheiro e não recebê-lo de volta no prazo combinado? Lamento em te dizer, mas as pessoas não estão acostumadas com a bondade e acaba abusando. Tem dificuldade em recusar um pedido que eu sei, mas, sinceramente, você se cansou de abrir mão de algumas coisas em nome do próximo!.
É comum encontrar pessoas que se sintam sufocadas diante das demandas alheias. A sensação é ainda pior quando não há uma troca (que seja um elogio, um gesto de carinho ou uma retribuição, quando necessária) e percebem que a própria vida está sendo negligenciada pela preocupação excessiva com os problemas alheios.
Pessoas solícitas ao extremo talvez ajam assim por temerem críticas e reprovações. O papel de bonzinho é uma estratégia inconsciente as vezes para aliviar sentimentos negativos, resultantes da crença pessoal de que são pessoas más, indignas ou incapazes.
Quem se coloca sempre disponível pode, inconscientemente, querer fugir dos próprios problemas, ao assumir os dos outros. Mas acredite, tem pessoas carentes afetivamente, que ficam agradando os outros numa forma inconsciente de serem agradadas. Porém, o que recebem em troca, infelizmente, é a ingratidão, pois, geralmente, as pessoas não dão valor a quem não se valoriza.
Equilibre-se (e diga não!)