quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Bondade demais pode esconder problemas de autoestima...

 

Você não precisa ser um anjo para ser uma boa pessoa. Dizer não também é necessário

Estar sempre disponível, ser muito solícito e conhecido como bonzinho pode ser ótimo para os beneficiados de tanta generosidade, mas e para si mesmo? Esse comportamento pode esconder o medo intenso de desagradar o outro. “É do desejo de contentar todo mundo que nascem as decepções com a família, com os amigos, companheiros ou colegas de trabalho”.

Será que você tem a necessidade de estar sempre pronta ou pronto para ajudar, ser o o anjo da guarda do bairro, auxiliar crianças com deveres de casa, dá carona para quem precisa, acompanha vizinhos idosos a consultas médicas?.

Isso te faz muito conhecido e querido. No entanto, ultimamente, você está muito feliz com isso? 

Eu sei que gosta de ajudar, mas detesta se sentir usada ou usado?. Já aconteceu de ter emprestado dinheiro e não recebê-lo de volta no prazo combinado?  Lamento em te dizer, mas as pessoas não estão acostumadas com a bondade e acaba abusando. Tem dificuldade em recusar um pedido que eu sei, mas, sinceramente, você se cansou de abrir mão de algumas coisas em nome do próximo!. 

É comum encontrar pessoas que se sintam sufocadas diante das demandas alheias. A sensação é ainda pior quando não há uma troca (que seja um elogio, um gesto de carinho ou uma retribuição, quando necessária) e percebem que a própria vida está sendo negligenciada pela preocupação excessiva com os problemas alheios. 

Pessoas solícitas ao extremo talvez ajam assim por temerem críticas e reprovações. O papel de bonzinho é uma estratégia inconsciente as vezes para aliviar sentimentos negativos, resultantes da crença pessoal de que são pessoas más, indignas ou incapazes.

Quem se coloca sempre disponível pode, inconscientemente, querer fugir dos próprios problemas, ao assumir os dos outros. Mas acredite, tem pessoas  carentes afetivamente, que ficam agradando os outros numa forma inconsciente de serem agradadas. Porém, o que recebem em troca, infelizmente, é a ingratidão, pois, geralmente, as pessoas não dão valor a quem não se valoriza.

Equilibre-se (e diga não!)

Ser bom não é defeito. Porém, os bons também dizem não. Quem é bonzinho demais prejudica a si mesmo, pois muitas vezes acaba ajudando pessoas que não merecem ou que abusam. Ainda assim, é melhor ser bom do que se fechar para as pessoas. Mas com equilíbrio!

Assim são os relacionamentos, a insatisfação nos relacionamentos ocorre se há um desnível entre um e outro; quando a pessoa dá mais do que recebe. Sendo assim, o vínculo não é saudável e alguém se sente usado. As pessoas precisam ser felizes nos relacionamentos! Não há porque manter relações desniveladas.
Vencer o medo de dizer não, de fato, é uma tarefa difícil –mas possível.

Entenda:
Críticas não representam perigos reais. São apenas opiniões. Encare-as de uma maneira mais leve, sem se preocupar tanto

Todo mundo tem o direito de pedir o que quiser, entendendo que o outro tem o direito de decidir se o atende ou não. Portanto, você não tem obrigação de atender

Você tem o direito de dizer não sem sentir culpa

Não transforme a passividade em agressividade. O que lhe trará equilíbrio e respeito é a assertividade. Diga não, mas com elegância

Compreenda que ninguém ama, respeita ou admira pessoas boazinhas ao extremo. Ao contrário: as exploram, abusam e sentem pena